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Belém será nos próximos dias a capital mundial da gastronomia

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Evento internacional traz à capital do Pará chefs de diversas regiões do mundo para imersão culinária e cultural. Programação da Unesco busca promover intercâmbio e estimular negócios voltados para a cadeia produtiva da gastronomia paraense Belém vai sediar, de 7 a 11 de novembro, o Encontro das Cidades Criativas da Unesco, evento internacional que, pela primeira vez, será realizado no continente americano. Os sabores regionais são o centro da programação, que trará à capital do Pará chefs de diversas regiões do mundo para conhecer nossa tradição gastronômica e cultural.

Apenas cinco cidades realizaram o Encontro da Unesco: Gaziantep, Turquia (fevereiro de 2016), Phuket, Tailândia (abril de 2017), Parma, Itália (maio de 2017), Bergen, Noruega (agosto de 2017), Dénia, Espanha (setembro de 2017). Belém será a sexta cidade do mundo a sediar o evento.

Com uma das culinárias mais autênticas do planeta, ao aliar a influência portuguesa à indígena e africana, Belém traz no paladar ingredientes da exuberante floresta amazônica e vê sua identidade e história conectadas diretamente a essa profusão de sabores: ervas, jambu, tucupi, peixe, açaí, cupuaçu, camarão, bacuri, castanha e pimentas de cheiro.

Estratégias para potencializar negócios e a sustentabilidade no setor da culinária na região são o foco do Encontro, o primeiro grande evento que será realizado após Belém ter conquistado o título mundial de Cidade Criativa da Gastronomia pela Unesco, em 2015, concedido a apenas 18 localidades em todo o mundo.

Para o Encontro realizado em Belém, está confirmada a participação de 16 representantes da Unesco vindos da China, Líbano, Colômbia, Estados Unidos, Suécia, México, Coréia do Sul, Irã, Itália, Espanha e Turquia. Quinze chefs convidados, entre brasileiros e estrangeiros, também estarão presentes.

“Fazer parte da Rede das Cidades Criativas da Unesco integra Belém a uma comunidade internacional em uma promissora e intensa troca de conhecimento, experiências e de negócios”, destaca João Cláudio Klautau, coordenador do Comitê Cidades Criativas da Unesco.

Cidade Mundial da Gastronomia

O Encontro busca impulsionar toda a cadeia produtiva do setor gastronômico, desde os pequenos produtores de insumos orgânicos, as indústrias processadoras e exportadoras de alimentos, até chegar às mesas de bares, restaurantes e hotéis.

“Um evento desta grandiosidade e inédito nas Américas coloca Belém na vitrine do mundo. Reunir especialistas internacionais aqui para pensar caminhos de estimular o setor da culinária fortalece o setor, atrai turismo e estimula a qualificação do mercado, para que a gente produza com mais qualidade, atenda ainda melhor e compreenda nossos pontos fortes no mercado estrangeiro”, pontua Klautau.

Neste sentido, o Encontro integra uma ampla rede de chefs paraenses que participarão do Circuito Gastronômico Cidade Criativa. Mais de 30 restaurantes de Belém irão oferecer pratos exclusivos, criados para o evento, que valorizam ingredientes locais.

“Temos uma joia rara, uma pérola, e precisamos nos apropriar disso, porque é nosso, é nossa história, senão virão outras pessoas e se apropriarão”, destaca Fábio Sicilia, diretor da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Pará (Abrasel). Para o chef do restaurante Famiglia Sicília, o evento marca a oportunidade de o Pará ser reconhecido mundialmente pela sua gastronomia e fortalecer seu mercado.

“Teremos a oportunidade de entender como os olhares e os paladares estrangeiros percebem nossa culinária, e como podemos ‘vender’ melhor, qual formato é mais atraente, e nos qualificarmos para atender a todos os públicos, aquele que prefere uma versão mais ‘inovadora’ dos pratos, e aquele que prefere a versão mais ‘tradicional’”, diz Sicília.

Programação

Realizada pela Prefeitura de Belém com apoio do Governo do Estado, a imersão culinária e cultural contempla uma diversificada programação, que levará a comitiva da Unesco para conhecer a produção ribeirinha de alimentos, apresentará a pluralidade de cheiros e sabores do Ver-o-Peso, a cultura indígena e a riqueza musical do Pará.

A abertura do Encontro das Cidades Criativas da Unesco será realizada no Palácio Antônio Lemos no dia 7 de novembro, com show de Dona Onete e apresentação da Banda da Guarda, com repertório do Maestro Waldemar Henrique.

No dia 8, a comitiva segue de barco até a ilha do Combu, onde conhecerá a cadeira produtiva da mandioca e do cacau, além de conhecer a cultura dos índios Tembé e Kayapó. No Ver-o-Rio, povos indígenas apresentam sua cultura com danças, artesanato e pintura. Aberta ao público, a noite segue ainda com show de carimbó e escola de samba.

SOBRE O DESAFIO DOS CHEFS

Dia 9 haverá o workshop “O que a biodiversidade oferece para gastronomia e o que a gastronomia pode fazer para a biodiversidade?”, no Pólo Joalheiro. Em seguida, será realizado um dos momentos altos da programação, o “Desafio ao vivo de chefs – Cooking Show”, que reunirá chefs internacionais da comitiva da Unesco a chefs paraenses e outros convidados de diversas regiões do Brasil. Os chefs visitantes terão que cozinhar usando ingredientes típicos do Pará e de outras regiões do mundo, criando, ao vivo, pratos inusitados e inéditos.

Aberto ao público, o evento é organizado pela chef Ângela Sicília, do Pará. A dinâmica consiste em seis duplas de chefs, cada dupla composta por um chef brasileiro e um estrangeiro. Cada chef irá indicar para o outro um ingrediente da sua nacionalidade, e eles terão de criar pratos a partir desse elemento. Roberto Smeraldi, do Instituto Atá, de Alex Atala (SP), vai responder pela equipe científica do Desafio, contanto sobre a origem dos alimentos que serão mostrados e comentando sobre sua importância para a biodiversidade de cada localidade.

Já temos confirmadas a participação de 15 chefs para o Cooking Show: Edinho Engel (Salvador, Brasil), Saulo Jennings (Santarém, Brasil), Ângela Sicília (Belém, Brasil), Ofir Oliveira (Belém, Brasil), Daniela Martins (Belém, Brasil), Paulo Anijar (Belém, Brasil), Arthur Bestene (Belém, Brasil), Isabel Hagemann (Florianópolis, Brasil), Miguel Bahena (Ensenada, México), Brian Smith (Tucson, Estados Unidos), Johan Gavelin (Ostersund, Suécia), Ibrahim Doga (Gaziantep, Turquia), Seyed Morteza Rahimi Moghaddam (Rasht, Irã), Xing Qiao (Chengdu, China) e Praewpayom Aikwanich (Phuket, Tailândia).

No dia 10 a comitiva conhecerá o maior mercado a céu aberto da América Latina. A programação no Ver-o-Peso promoverá ainda um intercâmbio dos chefs com as boieiras da feira. A cantora Fafá de Belém encerra a noite com show aberto ao público no Portal da Amazônia, com carimbó e guitarrada.

No último dia do Encontro, 11, o grupo visitará o Parque do Utinga e o Festival Fartura, que reúne produtores, mercados e chefs para provar novas receitas e também pratos típicos de diversas cidades do Brasil.

Sobre a rede de Cidades Criativas da UNESCO

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) criou em 2004 sua Rede de Cidades Criativas para promover a cooperação entre as cidades que identificaram a criatividade como um fator estratégico para o desenvolvimento urbano sustentável. A rede alia-se à Agenda para o Desenvolvimento Sustentável 2030 e seus objetivos são:

– Estimular e reforçar as iniciativas lideradas pelas cidades-membros para tornar a criatividade um componente essencial do desenvolvimento urbano através de parcerias entre os setores públicos e privado e a sociedade civil; – Fortalecer a criação, produção, distribuição e divulgação de atividades, bens e serviços culturais; – Desenvolver polos de criatividade e inovação e ampliar as oportunidades para criadores e profissionais do setor cultural; – Melhorar o acesso e a participação na vida cultural, bem como o aproveitamento dos bens e serviços culturais, nomeadamente para os grupos e indivíduos marginalizados ou vulneráveis; – Integrar plenamente a cultura e a criatividade no desenvolvimento de planos e estratégias locais.

Para atingir os objetivos da rede, as 116 cidades de 54 países que a integram comprometem-se a trabalhar conjuntamente, compartilhar suas melhores práticas e a buscar desenvolver parcerias públicas, privadas e com a sociedade. A rede abrange sete áreas criativas: artesanato e folclore, mídia, cinema, design, gastronomia, literatura e música.

O Brasil possui 5 cidades na rede atualmente: Belém (gastronomia), Salvador (música) e Santos (cinema) desde 2015, Curitiba (design) e Florianópolis (gastronomia) desde 2014.

O título concedido a Belém tem a finalidade de impulsionar o turismo gastronômico, a sustentabilidade, o intercâmbio de informações, além da pesquisa e geração de emprego e renda.Como Cidade Criativa, a capital do Pará passa a integrar uma rede de cidades que buscam desenvolvimento de maneira sustentável e de modo socialmente justo.

A conquista foi resultado de um trabalho intenso da Prefeitura de Belém, em parceria com o Governo do Estado e outras entidades representativas do setor, tais como Instituto Paulo Martins, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Instituto Atá, que se uniram no propósito de oficializar não só a culinária, mas toda a cultura gastronômica de Belém como referência global. A candidatura da capital paraense teve o apoio do Itamaraty, Confederação Nacional do Turismo e Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

OBS: O que aparece marcado em amarelo é aberto ao público. As demais programações são para convidados e outras exclusivas ao comitê da UNESCO.

DIA 07/11/2017 Terça-feira

17h Encontro I – Cidades Criativas do Brasil
Encontro II – Acordo de Cooperação Técnica com Florianópolis
19h30 Coquetel de abertura no Palácio Antônio Lemos:
Shows: Lucinha Bastos, Dona Onete, Márcia Aliverti e Banda da Guarda com repertório do Maestro Waldemar Henrique;

DIA 08/11/2017 Quarta-feira

9h às 12h Barco – Reunião (CreativeCities COG Network Meeting I) Vivência Ribeirinha (Trilha Cacau da Dona Nena/ Participação dos povos indígenas Tembé e Kaiapó)
13h às 15h30 Almoço regional no restaurante Saldosa Maloca com ritual dos povos indígenas
17h Ver-o-Rio: Visita do Comitê da UNESCO, apresentação cultural de Povos Indígenas com danças, artesanato e pintura. Show de escola de samba e carimbó

DIA 09/11/2017 Quinta-feira

9h às 12h Workshop Biodiversidade: O que a biodiversidade oferece para gastronomia e o que a gastronomia pode fazer para a biodiversidade? – Pólo Joalheiro
13h às 15h Manjar das Garças
15h às 17h30 Workshop Biodiversidade: O que a biodiversidade oferece para gastronomia e o que a gastronomia pode fazer para a biodiversidade? – Pólo Joalheiro
17h30 às 20h30 Desafio de chefs – Cooking show
20h30 Jantar no “Lá em Casa” – Estação das Docas

DIA 10/11/2017 Sexta-feira

8h às 10h Visita ao Ver-o-Peso: Boieras e Erveiras
10h às 12h Reunião (CreativeCities COG Network Meeting II) Point do Açaí / Apresentação Sustentabilidade
15h às 16h Visita guiada: Theatro da Paz e Feliz Lusitânia
16h30 às 19h Reunião (CreativeCities COG Network Meeting III)
20h Encerramento no Portal da Amazônia com shows da Fafá de Belém, Mestres da Guitarrada e Tecnobrega. Festivais do Açaí e Tacacá; Feira de Gastronomia e Coquetel de encerramento

DIA 11/11/2017 Sábado

8h às 11h Centro Global/ Parque do Utinga
11h30 às 13h30 Visita e almoço/ Evento Fartura
WORKSHOP (Dia 9 de novembro): O que a biodiversidade oferece para gastronomia e o que a gastronomia pode fazer para a biodiversidade?
9h – Abertura – Belém, Cidade da Gastronomia
9h15 – Sessão 1 – O Estado do Conhecimento
9h15 – Explicando a Biodiversidade

Carlos Alfredo Joly

PhD em ecofisiologia vegetal pelo Departamento de Botânica da Universidade de Saint Andrews, Escócia (1982) e pós-doutorado pela Universidade Bern, Suíça (1994).

É professor titular em ecologia vegetal pela Unicamp desde 1998. É chefe do Departamento de Botânica do Instituto de Botânica da Unicamp e membro da coordenação do programa de doutorado em Ambiente e Sociedade (Nepam/Unicamp). Atua nas áreas de ecofisiologia vegetal e conservação da biodiversidade.
Principal mentor do Programa Biota/FAPESP, coordenou o planejamento, a montagem e a implantação do programa de 1996 a 2004. Atualmente, além de membro da coordenação Biota, é editor chefe da revista eletrônica Biota Neotrópica e como coordenador do Projeto Temático Biota Gradiente Funcional.
Em agosto de 2002 foi agraciado com a Ordem do Mérito Científico, classe comendador. Em 2005, ganhou o Prêmio Ambiental von Martius da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha e, em março de 2007, recebeu a Menção Honrosa do Prêmio Jovem
9h40 – Conservação e uso: o quadro internacional atualizado

Bráulio Ferreira de Souza Dias

Ph.D. em Zoologia pela Universidade de Edimburgo no Reino Unido, Dias também dirige o Programa Nacional de Diversidade Biológica (Pronabio) e o Programa de Biodiversidade e Recursos Genéticos, ambos da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA. É professor do Departamento de Ecologia e da pós-graduação nessa área da Universidade de Brasília (UnB). Vinculado ao IBGE, foi pesquisador da Divisão de Estudos Ambientais do Cerrado/Reserva Ecológica de 1978 a 1991, quando foi requisitado para ser diretor de Incentivo à Pesquisa e Divulgação no Ibama. Trabalhou como Chefe da Divisão de estudos ambientais para o Instituto Brasileiro de Geografia.

No período de 1992-2011, participou de reuniões no âmbito da Convenção em Diversidade Biológica e desenvolveu papel proeminente na preparação do Plano Estratégico para a Biodiversidade 2011-2020 e das Metas de Aichi. Foi Secretário de Biodiversidade e Florestas no Ministério do Meio Ambiente desde 2010. Juntou-se à Secretaria no início da Década das Nações Unidas em Biodiversidade e no primeiro ano de implementação do Plano Estratégico para Biodiversidade 2011-2020.

10h40 – Com raízes na pré-história: nativo, exótico, selvagem, domesticado?

Charles Roland Clement

Possui graduação em Biologia pela Universityof Connecticut (1973), mestrado em Biologia (com ênfase em Genética) pela Universidad de Costa Rica (1986) e doutorado em Horticultura (com ênfase em Genética) pela Universityof Hawaii (1995). Atualmente é pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, e professor colaborador da Universidade Federal do Amazonas e da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de Genética, com ênfase em Recursos Genéticos, atuando principalmente nos seguintes temas: Pupunha (Bactrisgasipaes), origem e domesticação de cultivos amazônicos, ecologia histórica, recursos genéticos amazônicos e fruteiras amazônicas.

Em 2002 foi agraciado com a Ordem Nacional do Mérito Científico – Classe Comendador.

11h10 – Com raízes na história: diversidade como recurso

Fernando Jares Martins

Jornalista e publicitário, sendo redator especializado em gastronomia e turismo, desde 1985. Integrou o júri dos Restaurantes Recomendados da ADVB/Pará e do júri do Prêmio Chef Paulo Martins do Festival Ver-O-Peso da Cozinha Paraense dos anos 2012, 2013 e 2014, que destacou o talento de jovens cozinheiros. Foi responsável por textos do livro “Culinária Papa-Chibé – Vol. 01 – a comida do dia a dia do paraense”, edição do Instituto Paulo Martins/2013. Redator e responsável pelo blog Pelas ruas de Belém (pelasruasdebelem.zip.net) onde escreve regularmente sobre gastronomia, arte, cultura, pessoas, história e costumes de Belém.

15h – Sessão 2 – Use it orlose it

15h – A etnobotânica e o alimento: tradições e fronteiras

Glenn H. Shepard

Glenn H. Shepard Jr., PhD é um etnobotânico, antropólogo médico e cineasta cujo trabalho se concentra nos povos indígenas da Amazônia. Fala onze línguas e realizou trabalhos de campo com diversos grupos nativos da América Latina, Ásia e Oriente Médio pesquisando xamanismo, plantas medicinais e conhecimento ambiental tradicional. Publicou mais de cinquenta artigos científicos sobre seu trabalho. Sua fotografia etnográfica ganhou vários prêmios, Elaborou e participou de vários filmes, incluindo o documentário do Discovery Channel premiado com o Emmy, “SpiritsoftheRainforest”. É pesquisador em Etnologia Indígena no Museu Paraense Emilio Goeldi em Belém, Brasil, e escritor do blogs em “Notas do Ethnoground”.

15h35 – Plantas para o Futuro: Biodiversidade e Valor Econômico

Lídio Coradin

Formado em Agronomia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Possui Mestrado pela City Universityof New York (CUNY). Atual nas principais linhas de pesquisa: Conservação da Biodiversidade in situ e ex situ, com ênfase para os Recursos Genéticos Vegetais; Implementação da Convenção sobre Diversidade Biológica no Brasil; Pesquisa com leguminosas (taxonomia, levantamentos florísticos).

Atualmente é consultor do Ministério do Meio Ambiente, no Departamento de Conservação da Biodiversidade, atuando como Diretor Geral do Projeto Biodiversidade para Alimentação e Nutrição (Biodiversity for FoodandNutrition – BFN).

16h15 – Do conhecimento ribeirinho aos mercados

César de Mendes

Formado em Engenharia Química pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Possui Mestrado na área de Engenharia de Alimentos pela Unicamp.

Atualmente é dono da “Chocolates Demendes”, especializada em chocolates exóticos, elaborados com cacau nativo e especiarias encontradas diretamente na Floresta Amazônica.

17h– Conclusões – O desafio do uso e a cadeia de valor: rumo ao Centro Global de Gastronomia e Biodiversidade

Roberto Smeraldi

Fundador e diretor ambiental brasileiro, desde 1989, da Amigos da Terra – Amazônia brasileira – www.amigosdaterra.org.br, uma das mais influentes ONGs brasileiras. Como jornalista e autor, publicou ensaios e livros sobre ambiente, desenvolvimento, empreendimentos sustentáveis, Amazonas, silvicultura, viagens e artes culinárias. É co-fundador e vice-presidente do Instituto Atá. Faz parte de conselhos de empresas, instituições governamentais e não governamentais, brasileiras e internacionais, sobre temas da sustentabilidade e das cadeias do alimento.

Em 2000, recebeu o prêmio Henry Ford for Environmental Conservation